23 de julho de 2008

À toa

Todo dia era a mesma cena: Antes do jantar a neném começava a chorar, a mãe a colocava no colo tentando acalmá-la e a irmã mais velha começava a chorar também, como quem necessitava a atenção integral da mãe afobada. Era sempre assim.

Após um momento desse desespero-rotina, a mãe chamou a filha e explicou:
- Minha filhinha, a sua irmazinha é só um bebê. Quando ela chora, ou tem fome, ou tem sono ou está doentinha. Mocinhas não choram à toa.

Outro dia, a mãe chegava cabisbaixa no quarto da primogênita, com soluços e olhos mareados, procurando entrar na brincadeira da filha que dava vida a bonecas.
- Mamãe, a senhora está com fome?
- Não, meu bem,não estou com fome...
- A senhora está com sono?
- Não,minha filha, também não...
- A senhora está dodói?
- Também não, viuu.

A criança então senta na cama, chama a mãe e oferece o seu pequeno colo coberto por um vestido rosa com flores coloridas:
- Mamãe... mocinhas não choram à toa...

19 de julho de 2008

A lei que pega

A loira voltava eufórica para casa depois de uma noitada daquelas. Parada numa blitz, o PM a aborda:
- Por favor, senhora, assopre no bafômetro
...
Eh, dona...deu positivo!
- Oba, estou grávida, estou grávida!!!

4 de julho de 2008

A lei que seca

Aqui não ando a pé. Não ando de ônibus ou metrô. Transporte público é uma vergonha, tudo é longe, inclusive onde meus amigos moram. É, eu tenho um carro, mas agora ele é 'arma', perigosa e traiçoeira. A lei me obrigou a não mais beber: delegacia, carteira e carro apreendidos. Estatísticas preenchidas por irresponsáveis de volante e bêbados inconscientes fizeram com que a lei caísse para cima de mim, de você, meros sociáveis. Agora é assim - não pode um copo de chopp, não pode bombom com licor, não pode uma taça de vinho. Não pode.
Já não faz mais sentido... Em Brasília, como em outras cidades desprovidas de praia, ouve-se dizer "Se não tem mar, vamos pro bar"... tsc, ah... bar sem uma cervejinha? E o que dirá do samba, da festa tão esperada, do aniversário do melhor amigo?
Donos de bar falirão...
O bolso de muitos vai esvaziar, de 900 em 900 reais...
...E logo, o bolso do governo vai engordaaaar...
No final das contas, ou a lei seca pega de vez e muda (à força) os costumes do povo ou um jeitinho será dado para tapear, e mais uma vez a criatividade da galera vai prevalecer.
O que eu vou fazer? De boa, algumas opções... andar na rabeira do amigo que só toma coca-cola, dormir fora, viajar mais ou virar natureba de vez.

2 de julho de 2008

Fé em Deus

A luta está difícil mas não posso desistir
Depois da tempestade flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus...

Diogo Nogueira

26 de junho de 2008

Versus


Essa historinha nao faz o menor sentido
Futebol, arte, novelinha, portunhol
A briga eterna de dois amigos...
Brasil e Argentina se amam!

19 de junho de 2008

Buenos días, Buenos Aires

Cheguei em Buenos Aires no domingo. Aqui 15 de junho é dia dos pais, por isso, um feriado. No dia seguinte, feriado também, dia da Bandeira Nacional. Neste mesmo dia, a noite, depois de sair de um restaurante perto do hotel, a rua começava a barulhar: eram manifestantes fazendo o famoso "cacerolazo". Eu vi! Todos na rua, nas sacadas dos prédios, com colher em uma mão e panela em outra; carros passando e gritando suas buzinas. Parecia final de copa, mas não era.
Faz 100 dias que o grupo de produtores rurais está em greve. Bloquearam estradas e estavam dispostos a estragar a manifestação de ontem na Casa Rosada. Nas prateleiras, falta carne, falta verduras e frutas, falta farinha, falta leite e gasolina nos postos.
Muitos discursos, entre ruralistas e governo, muitas discussões entre jornalistas e ruralistas, garçons e clientela, amigos na mesa de bar. Todos aqui parecem que tem uma opinião para dar, seja contra ou a favor do governo. Na tv, em qualquer canal aberto é passado a todo momento os últimos acontecimentos desses dias de crise. Isso é histórico!
Eu aqui, além de um passeio turístico, estou tendo a oportunidade, como poucos, de estar presente em um momento não muito bom, mas importantíssimo para o povo argentino.
E o jogo de ontem? Me deu sono.
Dizia um jornalista pela tarde que um time de futebol é apresentado no campo como reflexo do momento em que o país vive. Se isso realmente o for, a Argentina estaria indo para um bom caminho, ao menos buscando seus ideais...quanto ao Brasil...Será que está na hora de Dunga rodar?

11 de junho de 2008

Filosofia de Boteco


Os dois fumantes sentados à mesa discursavam:
Cada cigarro que você acende é um minuto a menos da sua vida.
Ok. Noves fora, foram cronometrados o tempo que eles gastavam para fumar um cigarro inteiro - de 5 a 10 minutos.
Conclusão... perderam um minuto da vida, porém ganharam de 4 a 9 minutos de prazer e relaxamento.

O pior de tudo é que isso fez sentido!

27 de maio de 2008

Sea

Ya estoy en la mitad de esta carretera
tantas encrucijadas quedan detrás...
Ya está en el aire girando mi moneda
y que sea lo que sea.

Todos los altibajos de la marea
todos los sarampiones que ya pasé...
Yo llevo tu sonrisa como bandera
y que sea lo que sea.

Lo que tenga que ser, que sea
y lo que no por algo será
No creo en la eternidad de las peleas
ni en las recetas de la felicidad
Cuando pasen recibo mis primaveras
y la suerte este echada a descansar
yo miraré tu foto en mi billetera
y que sea lo que sea.

Y el que quiera creer que crea
y el que no, su razón tendrá
Yo suelto mi canción en la ventolera
y que la escuche quien la quiera escuchar
Ya esta en el aire girando mi moneda
y que sea lo que sea.

Jorge Drexler

23 de maio de 2008

Um cafezinho

Tomo um gole para acordar. Tomo um gole para dormir.
Neste meio tempo, confesso, é só para não perder o costume.


21 de maio de 2008

Durmo ou não?

Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.

Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.

Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?

Fernando Pessoa

10 de maio de 2008

Me voy

Porque no supiste entender a mi corazón
lo que había en él,
porque no tuviste el valor de ver quien soy.
Porque no escuchas lo que está tan cerca de ti,
sólo el ruido de afuera y yo,
que estoy a un lado desaparezco para ti
No voy a llorar y decir,
que no merezco esto porque,
es probable que lo merezco pero no lo quiero, por eso...
Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y me voy,
que lástima pero adiós
me despido de ti.
Porque sé, que me espera algo mejor
alguien que sepa darme amor,
de ese que endulza la sal
y hace que, salga el sol.
Yo que pensé, nunca me iría de ti,
que es amor del bueno,
de toda la vida pero hoy entendí,
que no hay suficiente para los dos.
No voy a llorar y decir, que no merezco esto porque,
es probable que lo merezco pero no lo quiero, por eso...
Me voy, que lástima pero adiós
me despido de ti y me voy...
Julieta Venegas

6 de maio de 2008

O Menino Azul



"Ondé qué, menino, ondé qué, menino
Ondé qué, cadê co vo lá...

A ave de noite vagueia procurando encontrar
Uma estrela que clareia para me iluminar

Eu já tô velho e cansado e já não aguento mais
Ó menino encantado, eu venho lhe pedir a paz..."

Eu sempre gostei de cantar esta música, mas nunca havia cantado com outras pessoas. Naquele momento, o sorriso estampado no rosto era de quem vivia, bem distante do outrora.
Via a água cristalina de cor azul-perfeito como quem não acreditava em tudo aquilo. Olhava o fundo do lago como se me visse lá. Algumas vezes me senti o vulcão da história que inventaram... Mas não queria pensar e voltava para a minha perplexidade ao perceber o que estava em minha frente, para a natureza virgem, o menino que tinha todos ao seu redor: árvores, peixes, borboletas no ar...
As pessoas cantavam mantras e olhares, homenageando cada folha que vivia e o sol que iluminava. Abraçavam uma grande árvore que se sentia amada.
Em que rua será que perdi este olhar? Aonde me perdi?
Muito me resgatei, porém. De tudo que vi, do medo da água que por vezes venci, de perceber-me respirar, do firme a pisar na pedra, na terra, do tanto que eu já era e esqueci.
Ao fim do dia olhei para trás e apenas consegui dizer 'obrigada'. A lembrança do pôr-do-sol também nunca falhará.
Não sei o que trouxe comigo, não sei o que deixei por lá. Não importa, diante a imensidão do que sempre estará naquele lugar.
Por que será que ainda choro tanto?

27 de abril de 2008

Marina Machado


Minha paixão sempre foi a música. Com a facilidade da internet comemoro a cada nova descoberta agradável aos ouvidos. E tenho conhecido muita gente boa deste nosso repertório brasileiro...
Ela é um exemplo dessas descobertas recentes. Navegando pelo youtube achei um vídeo de Casa Aberta, do Milton, com Marina, Maurício Tizumba(adoro!) e Tambor Mineiro. Mais mineiridade que isso, só dois disso. Do Youtube para o Myspace. Aí encontro tudo que quero e mais um pouco.

E a música martelando, martelando... doce e mineira.
(Nada contra a beleza e a qualidade, mas não me agrada muito esta padronização de um 'brazilian jazz' que temos visto nas vozes femininas da moda. "Moda"? Bem, não entremos em discussão).

Quero falar da Marina Machado. Vale a pena conhecê-la. No youtube a gente encontra vários vídeos de shows, inclusive alguns em que ela está (muito bem!) acompanhada de artistas como o mestre Milton Nascimento, Tizumba, Seu Jorge e Affonsinho. De videoclipe, destaque para Secador, maçã e lente, uma canção gostosa com letra esquisita rs
( http://www.youtube.com/watch?v=pI7xqa_Kx08 )

Belíssima também a interpretação de Norwegian Wood, de Lennon e McCartney, do cd Baile de Pulgas. Do seu novo trabalho, Tempo Quente, no Myspace tem a música Grilos, dos parceiros Roberto&Erasmo, com a participação do Samuel Rosa. Sensacional!

Taí a dica de mais um talento das Minas Gerais.

Em breve mais.

19 de abril de 2008

O que se vê

Mas como imagem mente!
Desde o galã da televisão
Até o implante do dente
Da necessidade da invenção
que no segundo dia de uso
resolve soltar o parafuso
cai a moça estatelada no chão
com pernas abertas e traje indecente.

Já vi de tudo nesta vida
Além do que já esperava:
A pobre se passando por enriquecida
O aleijado que depois da esmola, andava
O guarda-noturno que na ronda adormecia
depois de dez buzinas acordava
uma boca pálida, sem graça ria
e eu, na minha ironia, 'boa noite' e acenava.

Já pensaram que eu fosse homem
Achei que o cara ao lado estava armado
Já vi foto que me deu fome
Pensei que fosse creme de milho o doce de leite talhado!
E para não passar vexame
engoli borda de bolo, gordura de boi
fingi ser brincadeira o fato que nunca foi
menti estar doente para explicar este jeito atrapalhado.

Isso não é tudo.É nada!
Quando é noite, sombra ou breu
Quando há alma escancarada
Quando o corpo já morreu
Se há razão infundada
de um sentimento discutível
Se o desejo impossível
é mais forte do que eu.

8 de abril de 2008

Desenredo

Por toda terra que passo
Me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso

O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo

O mundo todo marcado
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo

O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso

Mas quando eu chego
Eu me perco
Nas tramas do teu segredo

Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe

A cera da vela queimando
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo

O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo

Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe.

Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro

25 de março de 2008

Loucura

Loucura para mim nada mais é do que ter consciência da possibilidade.

21 de março de 2008

Christian Pior

ROUPAS NO AMBIENTE DE TRABALHO Por Christian Pior - (Programa Pânico na TV)

Barriga de fora
Neste caso, só é válido se você for dançarina do ventre ou do É o Tchan! (que nem existe mais, eu acho). Só que, como você não trabalha no meio musical e sim em uma multinacional (adoro este nome, acho poderoso), evite o modelo que evidencia além da conta. Por quê?
A. Todo mundo sabe que você tem umbigo. Mostrar para quê se não é nenhuma novidade? Acredite: o seu umbigo não é especial e nem essencial a humanidade.
B. Se você está fora de forma, com barriga de quem come "dobradinha", por favor criatura, tenha bom senso. Nada de exibir suas adiposidades para colegas e chefes na empresa, afinal é uma empresa muito "shike", não um açougue.
C. Esse item também dá uma conotação de vulgaridade. Parece que você quer seduzir alguém o tempo todo, isso vale também para as magras com barriga tanque que adoram se auto afirmar com o corpo tipo "como de tudo e não engordo um grama". Ou aquelas com a antipática frase "Minha esteira é minha melhor amiga".
D. Barriga de fora com o umbigo exibindo piercing é crime! Saias esvoaçantes, transparêcias e decote profundo... Pára tudo e chama a Nasa! Gente, como diria o filósofo (aquele que não sei o nome), "a vida não é um show de banda Calypso, você não entendeu?". Saias tipo Sarajane" (joga no Google), transparências que "dão pra contar os seus poros" e decotes "que fazem com que os boys percam a pouca concentração que têm" são inimigos cruéis do bom gosto no local de trabalho.
Saias
A. Se usar saia curta ou esvoaçante, seus colegas masculinos podem até achar bonito e divertido, mas depois querida, você será jogada na fogueira das fofocas e será alvo de piadinhas na empresa. E isso arde, filha, a se arde! Seus talentos e competência não estão nas suas pernas e sim no cérebro, portanto, solte o assanhamento somente nas baladas, nos shows, com o homem amado...
B. Na empresa, acho "shike" meia calça (hoje tem de todos os tipos, mas não vá de arrastão, né? - pelamordedeus) com saia até a altura dos joelhos.
Transparência nem na alma
Tem umas "pertubadas" que se deixar vão de baby-doll se sentindo "o último brownie da doceria de luxo", e na verdade são a "décima bolacha de água e sal no pacote de biscoitos na loja de R$ 1,99". E mulher muito oferecida desperta a raiva, a inveja, e o ódio de outras. E quando puxarem o seu persa, querida...
Decotes profundos e fendas
Gente, nem Jessica Rabbit usava aquilo em 24 horas! Toda mulher quer se sentir linda, gostosa e tal, mas se você realmente for, naturalmente vão perceber. Sensualidade vem de dentro, não de fora. Depois, se um cliente avançar o sinal, quero ver a sua cara. Sabe por que querida? As roupas falam... Umas até berram!
O cofrinho - Ai esse é o ESCÂNDALO.
Tem mulheres que tem cofrinho e outras com um verdadeiro "carro forte". Em ambos os casos nada disso deve ser mostrado, até porque cofre que é cofre tem que ser guardado. O que você espera conseguir com o "cofrinho" aparecendo? Uma promoção, um aumento? Cuidado viu, colega... Às vezes você pensa que está "abafando", mas na verdade você é chacota de toda a firma. Tão mais "shike" um terninho de corte reto, impecável, com o blazer seco junto ao corpo... Além de alongar a silhueta ele é clássico e você pode ter um nas cores preto, azul marinho, creme, marrom brownie (para as loiras fica lindo).
Acessórios
Aí, no caso, você poderá ousar (pouco, viu?) nos acessórios. Em uma bolsa poderosa (nunca economize em uma bolsa), em um sapato alto poderoso, enfim... Pense nas vilãs de novela. Estão sempre impecáveis, menos a Nazarett, personagem brega vilã, de Renata Sorrah. Acessórios em excesso e barulhentos, brincos que brigam com os cabelos, colares imensos (cuidado com os dourados, viu? Poucas pessoas sabem usar), brincos de pena, bijuterias "bicho grilo", Não! Não! e Não!!!!! Brincos, sempre delicados. Um relógio poderoso, um pingente "shike" (os que tem seu nome gravado são "atitude"). Acessório é minimalista, tudo menos e se por acaso, você tiver uma jóia cheguei, opte somente por ela, sem misturar com mais nada. Acessórios são "o sol" do look, ou seja, pesou, dançou. Ah, echarpes e lenços são "buzuzus", mas tem que saber usar com classe e se sentir a vontade com elas. Acho lindo mulher com anel de aço. Poderoso,único. Pérolas são eternas e nunca fazem feio. Piercing só se você for Diretora de Arte de uma agência de publicidade, com direito a muitos leões ganhos em Cannes.
Sexta-feira básica
O "a vontade" é um prato cheio para o povo cafona. Jeans rasgado, tênis de 1991, camiseta lascada que nem para dormir serve, mini-saia, enfim... Meninas, invistam em uma camiseta branca ou preta lisa, um jeans reto 501, um tênis tipo All Star. Fica tão lindo, mas que a camiseta seja nova, né?!O trio: jeans escuro com camiseta preta e tênis preto é tão lindo e emagrece, além de disfarçar a dispensável barriguinha de chopp, tão comum nos rapazes. Aliás, porque eles se orgulham da barriguinha de chopp? Meninas de Jeans 501, uma bata romântica com detalhes (adoro), um salto poderoso e um casaquinho seco para o fim do dia (sempre esfria, né?). Ah, bata muito transparente, NÃÃÃÃOOO... E se os seus colegas de trabalho disserem que você está linda, mesmo assim, tome cuidado. Eles preferem as mulheres nuas, já que quanto menos roupa melhor! Eles amam decotes.Experiência: Uma vez eu estava no metrô em Nova Iorque e vi uma menina com estampa do Snoopy, jeans seco reto preto, salto alto poderoso, bolsa tipo Balenciaga (joga no Google), óculos tipo Ray Ban, e rabo de cavalo. Na mão uma garrafinha de água mineral! Ovulei!
Piranha de cabelo
Aviso: Piranha de cabelo no cós da calça é a coisa mais feia do mundo. Piranha no cós é a "pochete das mulheres". É feio, horroroso.
Maquiagem
Maquiagem pesada e acessórios além da conta. Você é uma drag queen? Ou um personagem da música da cantora Simone: "Então é natal"? Gente, make up carregado é uma coisa séria. Tem mulheres que fazem uma verdadeira "pintura espírita" no rosto. Sombra que orna com a roupa, não. Glitter durante o dia, não.Gloss que escorre feito óleo na boca, não. Massa corrida, tipo, cara bem branca, com corretivo, base e muito pó, não. Sombra preta de dia, não. Batom com cores new wave (rosa cheguei com tudo, roxo tang uva e laranja dói meus olhos), não pode! Make up "vamp", tipo "hoje a noite vou usar cinta liga", também não. Acho "shike" um corretivo para disfarçar olheiras e espinhas, um pó leve para controlar a oleosidade e um batom cor de boca. E um blush talvez, bem leve, para dar um ar de saúde. Mas se carregar nos olhos, não carregue na boca e se carregar na boca, não carregue nos olhos. E se for linda de morrer nem precisa muito de make up, né?
Truques do ChristiaN
Soro fisiológico gelado na cara ao acordar, tudo de bom.
Máscara caseira, por 20 minutos, de clara de ovo batido.Passar a casca de mamão no rosto por 20 minutos e enxaguar depois não vá para o sol pelo amor de Deus.Pingar um colírio de manhã te dá outro olhar, querida.
Ao invés de gastar fortunas em um creme super caro, invista em um filtro solar poderoso com um fator acima de 30 para rostos, pescoço e mãos.Dê muita risada porque trabalha a musculatura do rosto e, dizem, ainda trabalha o abdômen.
Balada
Balada é bom e eu gosto! Drinks super hiper mega coloridos também. E quem não curte um Happy Hour? Mas ir para a labuta vestida de balada, não baby! Você pode até ir direto, mas se troque no fim do expediente, ou passe na casa de uma amiga que more próximo ao trabalho e se troque lá. E se ela deixar, você toma um banho. Ou se troque no carro, ou no boteco (que é uma aventura), fora os assobios que você ganha no final. Se for direto, retoque o make up, coloque uns acessórios mais "fervidos", ponha um salto mais alto e saia rebolativa disposta a conquistar o mundo! Mas não vá de vestido de noite para o trabalho. Paetê, brilho, vestido curto e vaporoso. Vestido vermelho "danço tango", ou seja, roupa de noite é roupa de noite. O ideal mesmo é passar em casa, tomar um banho e se aprumar (olha no Aurélio) com calma. E se não der, quem mandou morar longe?

17 de março de 2008

De português

Não, não é piada de português rs Quem sabe de outra vez...
Esta é uma história que recebi por e-mail. Metafórica, cheia de agentes da passiva e orações subordinadas explicativas.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

13 de março de 2008

A paz do coração

Eu não troco, não vendo, não empresto nem dou
A paz no coração pelas juras de amor.
Quem quiser meu carinho
Terá que provar, amor, provar
Em aventura, benzinho
Eu não vou me arriscar.

Só atraco meu barco em porto seguro
Em canoa furada não vou no escuro.
Aos meus dezoito anos
Vivi trinta e seis
Chorei, chorei
No oceano da vida quase naufraguei.

Eu não troco, eu não vendo, eu não dou.

Candeia