Ahhh, o verão!!! Dizem que é a estação da perdição... É porque é no verão que você faz tudo aquilo que vai contar pros seus netos, bisnetos e tataranetos um dia... Dormir de cueca... Dormir de calcinha... É só no verão... Viajar para a montanha, para a cachoeira, para o balneário é só no verão... É no verão que o amor floresce... O amor à preguiça... Amor ao sol... Ou até mesmo amor à uma sirigaita... Ou uma dúzia de sirigaita... Por que não? Seja otimista rapaz, é verão... Vai contar o que para o neto? Que ficou jogando dominó? Não, vai contar que pulou da pedra, comeu churrasco, deu cambalhotas, essas coisas que a gente só faz no verão... Ahhh verão!!!
Um cronópio pequenininho procurava a chave da porta da rua na mesa-de-cabeceira, a mesa-de-cabeceira no quarto de dormir, o quarto de dormir na casa, a casa na rua. Por aqui parava o cronópio, pois para sair à rua precisava da chave da porta. Julio Cortázar - Histórias de cronópios e de famas.
Muito obrigado aos fazedores de regras. Aos falsos democratas. Aos construtores de paredes. Aos pintores de linhas.
Muito obrigado novamente. Aos que apontam com o dedo. Aos que calculam sua usura. Aos que separam por cor. Aos que mentem sorrindo.
Muitísssimo obrigado.
Por favor, dêem um passo à frente, em direção aos refletores. Deixem-se fotografar para a posteridade. Para agradecer a todos vocês. Deixem-nos registrar seus rostos em nosso álbum da infâmia. Para que nunca esqueçamos. Para que nunca aceitemos.
O cheiro que me acompanha não é de flores, apesar da primavera ativa, porém um olor de felicidade. Exalo-me.
Quando saio esqueço o meu chão. Lanço-me ao piso de cima, ao vento fresco que me carrega para onde quiser e aonde eu queira me esconder.
Vã tentativa - pois quando saio não há ares que me façam esquecê-lo. Não há vidas deixadas para trás, apenas distancio-me do que construí para mim mesma. Não há vida além desta. Este paralelo que crio comigo aonde vou somente me convence que quero ser feliz.
Tão já volto e sinto saudade da praça que deixei, da felicidade que senti e choro: Choro com suspiro de dor por não poder trazer tudo isso para cá, onde vivo; Por não poder compartilhar a praça, o sol e tampouco aquela felicidade com quem eu não esqueci estando por lá.
Mesmo ausente guardarei na lembrança cada lugar que passei em sua companhia, imaginária, que o fez tão ao meu lado.
Sonharei com o dia de não precisar apenas sonhar.
Sonharei com o elevar de duas almas, juntas, vagando leves ao piso de cima.
Veja Não diga que a canção está perdida Tenha fé em Deus, tenha fé na vida Tente outra vez
Beba Pois a água viva ainda está na fonte Você tem dois pés para cruzar a ponte Nada acabou, não não não não
Tente Levante sua mão sedenta e recomece a andar Não pense que a cabeça agüenta se você parar, não não não não Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira Bailando no ar
Queira Basta ser sincero e desejar profundo Você será capaz de sacudir o mundo, vai Tente outra vez
Tente E não diga que a vitória está perdida Se é de batalhas que se vive a vida Tente outra vez.
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Wouldn't it be nice if we were older Then we wouldn't have to wait so long And wouldn't it be nice to live together In the kind of world where we belong You know it's gonna make it that much better When we can say goodnight and stay together Wouldn't it be nice if we could wake up In the morning when the day is new And after having spent the day together Hold each other close the whole night through Happy times together we've been spending I wish that every kiss was never ending Wouldn't it be nice Maybe if we think and wish and hope and pray It might come true Baby then there wouldn't be a single thing we couldn't do We could be married And then we'd be happy Wouldn't it be nice You know it seems the more we talk about it It only makes it worse to live without it But let's talk about it Wouldn't it be nice